Escreverei
Pra constar que ainda existo
Pra ser lido no futuro e relembrar que nesse passado eu existi
E que se estiver lendo, continuo existindo
Construo essa ponte no tempo, essa passagem secreta que me permite o acesso aos trilhos da minha existência.
A abertura desse caminho só pode ser feito com um tipo de chave: a remanescente memória do que se passa enquanto cada palavra é digitada. Essa ponte não é acessível a qualquer um.
A ponte em si torna-se um conceito abstrato aqui. Sua existência se dá de forma irregular no plano das diversas dimensões pelas quais posso acessa-la. Uma determinada circunstância determinará uma determinada perspectiva dessa ponte.
A ponte, como os trilhos, estão a mercê das intempéries e suas consequências. Visitá-la regularmente pode mantê-la conservada, em sua integridade.
Percorrer os rastros que deixei ajudam a organizar essa linha do tempo, grandes intervalos sem pegadas representam os trechos em que trilhei acima do meu chão. Se pairei a esmo, nas correntes de ar errantes ou se descrevi um voo certeiro, só a distância, de tempo e espaço, vai responder com clareza.
Nesse instante o que se pode perceber é que o pouso foi razoável. Não são as melhores condições climáticas para navegar mas com um pouco de concentração, além da experiência de pousos anteriores, pode-se dizer que posso procurar o trilho novamente.
Não será antes do fim dessas palavras que concluirei alguma coisa acerca do meu caminho.
O trilho, como a ponte, é subjetivo. A conexão que construo agora só existe num tempo futuro. É um caminho às avessas. 'Corremos de costas' nesse trilho, é o que dizem. E sua motivação é incerta. Sou ideias presentes, dispostas a se apresentarem ou nostalgia atemporal, qualquer resquício de pontes abertas e mal fechadas em algum momento do tempo, passado ou futuro?
Como lembretes de senha, digo que corro contra o tempo que decidi adotar, são os pequenos desafios pessoais; levo de forma desajeitada o peso das decisões e, contanto que atinja a próxima decisão, alguns tropeços serão tolerados. Levo também uma neblina, é o despertar da aurora nos campos em que piso. Tenho o dia todo pela frente e não me faço imaginar o que posso encontrar.
Uma longa ponte para um longo trecho do trilho que displicentemente ignorei. E continuarei ignorando. Pois essa é a natureza do caminho: percorre-lo sem vê-lo. Afortunados os que fazem da ponte o alicerce de seus trilhos
Hora de voltar a ser minha própria locomotiva
Quantos vagões terei engatado até o outro lado dessa ponte?
20140611
20121202
20111008
20110509
20101221
fim de ano
E o ano tá acabando!!! E que ano. Levaria um bom tempo bolando um texto legal só pra contar as coisas mais marcantes que me aconteceram. Mas tou com preguiça, então tchau!
[uhuu]
[uhuu]
20101129
20101120
Da chuva leve do despertar de um domingo,
da maquete interminada, metáfora de uma vida de passagem, concebida com a melhor das intenções mas com a vontade de quem para antes de terminar, que muda de assunto antes do primeiro argumento, de quem quer ir antes de saber onde e quer voltar antes de ter ido.
Da nostalgia de palavras e imagens do passado que montam o quebra cabeça do presente. E que desmonta com as peças que vem a completa-lo no futuro.
Sobram ideias, falta-me vontade.
Da nostalgia de palavras e imagens do passado que montam o quebra cabeça do presente. E que desmonta com as peças que vem a completa-lo no futuro.
Sobram ideias, falta-me vontade.
20101024
20100921
Frio
Me diz a resposta, me conta o que devo fazer. No meio de tanta coisa por fazer, encontro tempo pra escrever ao vento, palavras lidas sem jeito, por peregrinos que não tem muito mais a me acrescentar do que eu já concluí de forma egoísta e sozinho. Piso numa lama mole, disfarçada de terra seca do sertão que assola meu peito. Escrevo sem muita preocupação com minhas palavras desconexas pois é o que sinto em relação aos meus sentimentos, atropelados e perdidos que tento afogar num passado ainda fresco na memória. Disfarço meus momentos de depressão e amargura com risadas quentes e um humor cênico, tento me convencer de que, mais uma vez, tudo passa e tudo volta e passa mais uma vez e um vai e vem de mares de encontros e desencontros que se segue na vida, sem muito rumo, sem muito destino e nós a mercê do acaso.
Respira fundo, com a cabeça erguida, as coisas não são como você quer que seja, e sim como têm que ser segundo a combinação de causas que te leva às consequências.
Mas que ar gelado que eu tenho respirado =/
Respira fundo, com a cabeça erguida, as coisas não são como você quer que seja, e sim como têm que ser segundo a combinação de causas que te leva às consequências.
Mas que ar gelado que eu tenho respirado =/
20100919
20100916
musa
E uma enxurrada de postagens reflexivas, uma movimentação acima da média, e um ar de mistério que me embriaga, me entorpece e me assusta, é sombra do fruto da minha inspiração.
refletindo.
Num oceano de palavras, não encontro as que preencheriam o pequeno lago de sentimentos que tenho.
20100912
Arquitextualizar
Tem algo de experimental em escrever.
Uma vez que a sorte tem me errado, vou construindo paredes de textos tortas, com tijolos de palavras mal cozidos.
Ainda que se possa distinguir a venustas de um modernismo mais subjetivo, a utilitas é sempre o que traz à tona, ainda que apoiado em uma firmitas de palavras arcaicas.
Uma vez que a sorte tem me errado, vou construindo paredes de textos tortas, com tijolos de palavras mal cozidos.
Ainda que se possa distinguir a venustas de um modernismo mais subjetivo, a utilitas é sempre o que traz à tona, ainda que apoiado em uma firmitas de palavras arcaicas.
Terra
Se não contarmos com a sorte, essa errante navegante, só descobriremos os meios certos depois de experimentar os inteiros errados.
20100907
Da madrugada chuvosa de 7/set.
Não tenho o habito de escrever aqui em Londrina, seja por falta de tempo, motivo ou vontade.
Mas uma madrugada chuvosa nos inspira. Não posso dizer que estou triste, tampouco posso dizer que estou radiante. A vida vai seguindo por caminhos díspares. Não condiz com o nosso humor. As vezes chega perto, mas de uma forma geral ela brinca aleatoriamente, diluindo nossas alegrias, coagulando nossas tristezas e por vezes sem tocar em nada por longos períodos de tempo dando-nos a falsa imagem da tranquilidade e estabilidade.
O universo não se criou assim, por que vida de um organismo deveria ser estável então? De qualquer forma, evoluímos numa vertente que cada vez mais se aproxima do propósito de adaptar o meio aos seus modos de vida que acaba por coibir as diferentes manifestações de grupos distintos. Temos medo do que nos foge à compreensão e buscamos a todo custo manter a vida que levamos.
Não é de se admirar que dessa grande maioria estagnada, surgem os indivíduos que, inquietos com a monotonia, quebram esse paradigma e buscam novos horizontes e formas diferentes de se enxergar o mundo. Hora e outra todos nos incomodamos com o freio que nos é imposto pelo inconsciente coletivo e partimos para nosso consciente individual de forma a mudar o que nos incomoda.
Me amedronta o tempo que isso pode levar para acontecer. E como se comportar. Mas, novamente, é apenas um medo do desconhecido e de forma silenciosa vou fazendo minha própria revolução de mim mesmo.
No mais a vida segue, passantes. O prelúdio enevoado da aurora se dissipa em mais uma manhã fria e sem propósito explicito. O Meu teatro interativo, essa peça de repentes modernos, segue também. O descortinar do dia é minha deixa para deixar o palco principal e me recolher no camarim dos sonhos.
Vejo-os em uma próxima madrugada chuvosa, tarde ensolarada, noite fria ou dia qualquer.
[segue meu adeus]
Mas uma madrugada chuvosa nos inspira. Não posso dizer que estou triste, tampouco posso dizer que estou radiante. A vida vai seguindo por caminhos díspares. Não condiz com o nosso humor. As vezes chega perto, mas de uma forma geral ela brinca aleatoriamente, diluindo nossas alegrias, coagulando nossas tristezas e por vezes sem tocar em nada por longos períodos de tempo dando-nos a falsa imagem da tranquilidade e estabilidade.
O universo não se criou assim, por que vida de um organismo deveria ser estável então? De qualquer forma, evoluímos numa vertente que cada vez mais se aproxima do propósito de adaptar o meio aos seus modos de vida que acaba por coibir as diferentes manifestações de grupos distintos. Temos medo do que nos foge à compreensão e buscamos a todo custo manter a vida que levamos.
Não é de se admirar que dessa grande maioria estagnada, surgem os indivíduos que, inquietos com a monotonia, quebram esse paradigma e buscam novos horizontes e formas diferentes de se enxergar o mundo. Hora e outra todos nos incomodamos com o freio que nos é imposto pelo inconsciente coletivo e partimos para nosso consciente individual de forma a mudar o que nos incomoda.
Me amedronta o tempo que isso pode levar para acontecer. E como se comportar. Mas, novamente, é apenas um medo do desconhecido e de forma silenciosa vou fazendo minha própria revolução de mim mesmo.
No mais a vida segue, passantes. O prelúdio enevoado da aurora se dissipa em mais uma manhã fria e sem propósito explicito. O Meu teatro interativo, essa peça de repentes modernos, segue também. O descortinar do dia é minha deixa para deixar o palco principal e me recolher no camarim dos sonhos.
Vejo-os em uma próxima madrugada chuvosa, tarde ensolarada, noite fria ou dia qualquer.
[segue meu adeus]
20100614
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